Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 27, 2009

TV Belta: É caro estudar no exterior?

No segundo bloco da série de entrevistas sobre educação internacional, Tatiana Mendes responde a uma questão presente na sociedade brasileira: é caro estudar no exterior?

Comente, envie suas dúvidas! Participe!

Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 20, 2009

Entrevista: Educação Internacional

A TI Comunicações, agência que elabora o Divina Viagem, entrevista a Tati Mendes, presidente da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association). Toda semana, ela responde a uma pergunta.

Neste programa, ela fala sobre a importância de ter uma experiência internacional nos dias de hoje. Confira.

Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 3, 2009

Correr em São Paulo, sem redudância.

atyaaaar0_fi53urnipyv5snix7d4nrcgipn2xvkjhjckjxrgcymr9zxf-mpamvmrdll9cjqf_vkszv0m48m423qfafvajtu9vawzw0kv7lly-gfzfft6sz4-yzl3aSão Paulo é a cidade que não para nunca. Coisas para fazer é o que não faltam – centenas de peças de teatros, incontáveis seções de cinema, milhares de restaurantes descolados, bares que não acabam mais, baladas das melhores do mundo… É tanta coisa que parece impossível escolher a qual atração ir.

Como moradora da cidade, confesso que não frequento ao menos 1/9 das coisas que acontecem por aqui. Contudo, tenho certeza que conheço alguns segredinhos escondidos aqui e ali. Aliás, todos os moradores de São Paulo têm os seus. Para conhecê-los, basta perguntar!

São Paulo é uma cidade frenética, que vive em movimento. E, mesmo cheia de lugares interessantes, poucos são tão bacanas quanto o Parque do Ibirapuera (tel: 11 5574-5177; Av. Pedro Álvares Cabral, s/n). Ele tem tantas coisas: imensas áreas verdes, mesas para piquenique, bosques, parquinho para crianças, quadras, um imenso lago, pássaros, pequenos animais, lanchonetes, um centro de exposição, um museu (Museu de Arte Moderna – MAM). Tudo é legal! Mas o que eu uso sempre, de duas a três vezes por semana, são as trilhas para corrida. São muitos percursos possíveis, todos usados por esportistas que suam a camisa, caminham ou apenas passeiam por lá. É muito legal ver a quantidade de paulistanos que pausam o seu dia para um corridinha do parque.

Eu gosto da “Volta do Lago” de 3k (veja aqui o percurso). Apesar de muito mais cheio que os outros, o percurso é ótimo para quem gosta de se distrair durante a corrida, olhando crianças, cachorros e outros esportistas. Nela, existem muitos pontos para hidratação gratuitos (em bebedouros) ou pagos (em carrinho de sorvete que vendem água à R$ 2) – o que é fundamental para o bom desempenho do atleta.

Se você gosta de correr, caminhar, passear ou passar horas lendo em um lugar tranqüilo, não deixe de ir no Parque do Ibirapuera quando estiver em São Paulo.

Por Flavia Kawazoe

Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 3, 2009

Bárbaro é o livro

luis_saxOs livros são ótimas companhias para viagens, eles nunca nos deixam sozinhos. Qualquer lugar não é tedioso na companhia de uma boa história, mesmo que seja o mais chato consultório de dentista. Para quem vai de avião, já chegou lá ou está no paraíso tropical em chuvas torrenciais, minutos, ou mesmo horas, podem ser preenchidos com algumas páginas redigidas por escritores que relatam, discorrem ou argumentam sobre coisas bonitas, importantes ou, apenas, relevantes.

Por isso, que bolamos essa coluna; para isso que queremos mostrar esse universo imenso da literatura.

A primeira dica que posto é “O Mundo é Bárbaro – e o que nós temos a ver com isso”, do Luis Fernando Veríssimo. Publicado pela Editora Objetiva, o livro tudo o que se pode esperar de Veríssimo – reúne crônicas curtas e rápidas sobre assuntos da economia e política brasileira e global com muito humor, sarcasmo e ironia. Nem todos os textos são ótimos, mas os que são realmente superam qualquer expectativas.

“O Mundo é Bárbaro” é aquele tipo de livro de leitura é fácil e rápida, atual e divertida. O formato, já clássico dos livros do autor, é ideal para quem gosta de ler “em picadinho”. Os textos são curtos e bem pontuados,  para ler uns três deles leva-se, no máximo, 15 minutos.  Leve e fino, é ótimo para carregar por aí.

Mais informações: Site da Editora

Por Flavia Kawazoe

Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 2, 2009

Um pouco de NY e Moscou

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Uma viagem não se completa sem uma boa trilha sonora – alías, a vida não está completa sem ela. Para o começo da viagem, aquele momento de colocar o pé na estrada – quase sempre de manhã bem cedo – gosto de ouvir músicas calmas, mas que não dão sono.   Uma recomendação é o álbum “Begin to Hope”, da Regina Spektor.

Regina Spektor é compositora e pianista russa, radicada nos Estados Unidos. Vinda de uma família de músicos, nasceu em 1980 e mora em Nova Iorque. Um dado importante, já as música que ela compõe são associadas ao cenário antifolk do East Village. Eu, particularmente, acho que elas lembram a suavidade de um passeio no Central Park, ou uma exposição moderna em qualquer galeria por lá, com um toque de Moscou. Ela mistura o pop dos refrões fáceis, pianos, guitarras e baterias, a pausas totalmente clássicas e estranhas e melodia de voz um tanto esquisita.

A música mais famosa é Fidelity, que tocou no último capítulo da novela “A Favorita” da Globo. Gosto dela, mas prefiro a fofíssima On the Radio. Combinam perfeitamente com uma viagem à dois para praia!

Para saber mais: Site Oficial; Last FM

Publicado por: Divina Viagem | Fevereiro 2, 2009

Caravelas – O barato no sul da Bahia!

Em 2004, resolvi aventurar-me pelas estradas brasileiras. À época, meu Fiesta, mesmo 1.0, ainda era novo e andava “muito bem, obrigada”. O destino escolhido foi a Bahia e, depois de muito estudar o traçado, peguei a estrada. Na minha companhia, meu namorado – era a primeira viagem de muitas que faríamos – e muitas recomendações para ter cuidado da estrada dos meus familiares e amigos.

Caravelas foi a cidade que elegemos para a hospedagem por dois motivos: a proximidade de Abrolhos e os preços mais acessíveis. Saímos de São Paulo com as reservas feitas para 15 dias na Pousada Canto do Atobá (tel. 73 3297-1009, 73 3297-1009). Depois de 2 dias de viagem, muita chuva, muitos buracos e uma imensa estrada de chão (que no dialeto baiano significa terra), chegamos à pousada.

Não espere luxo, pousadas são pousadas – simples, mas aconchegantes. E, apesar do colchão fino e dos barulhos de gatos do teto, em nenhum momento houve arrependimento. A empresa é familiar, como quase tudo por lá, e a dona tratou-nos com todo carinho e cuidado. Convidava-nos para tomar algumas cervejas com a família dela, apresentava-nos a outros hóspedes-amigos e a seus filhos. Um deles levou-nos para uma típica pescaria em alto mar, no Parcel de Abrolhos. Neste dia, saímos às 4:30 em um barquinho de pesca. Voltamos com mais de 4 kg de peixes de todos os tamanhos e espécies – Cara-Paus, Vermelhos, Peixes-Penas e Garoupas. Uma experiência inesquecível. Obrigatório: no delicioso café da manhã não deixe de provar o bolo de tapioca de Gal. Experimente, também, uma típica tapioca de qualquer sabor do bar ao lado que à ela pertence – não deixe a cidade sem saboreá-los.

Caravelas não é lá essas coisas ao comparar-se a outras praias do belo litoral baiano. Fica a beira de um rio que deságua na praia. Esta, bem longe do centro, tem a água barrenta pelo encontro do rio e do mar. A cidade tem umas poucas ruas, quatro de paralelepípedo, e apenas um restaurante que serve PF no almoço e pizza no jantar.

As casinhas que ladeiam as poucas ruas são um charme. Construídas há anos em estilo art nouveau e decoradas com antigos azulejos portugueses,  conferem a Caravelas aquele ar de museu a céu aberto – quase inexplorado pelo mercado turístico brasileiro.

A estrela da cidade é o Parque Nacional de Abrolhos. Pegamos um Catamarã que partiu no cais de Caravelas. Três horas e duas tartarugas gigantes depois, chegamos ao arquipélago. Formado por quatro ilhas bem próximas que represam o mar, Abrolhos tem águas mansas e claras, é uma imensa piscina natural em alto-mar. Diversas espécies de pássaros e gaivotas voam pela região em busca do rico alimento – cada um devidamente identificado.

Por lá, a melhor – e talvez a única – atividade é o mergulho. Os mais experientes se impressionam com as belezas, é difícil encontrar um lugar tão claro e com tantas espécies de peixes mansos no mundo. Os amadores se divertem perseguindo pequenos e coloridos peixes com toda calma e segurança. Abrolhos é assim, muitos peixes em águas tão translúcidas quando o vidro. A visibilidade é tamanha que o fundo, há 10 metros da superfície, absolutamente visível apenas com máscaras e Snorkel. Como o parque é uma reserva natural, os peixes são tão bobos que deixam a gente chegar bem perto, bem perto mesmo. Nunca esqueço uma das cenas mais belas que já vi. Dois peixinhos, um azul e outro amarelo bem forte, dançando o que parecia um Pas-de-Deux, aquele passo do ballet que os bailarinos movem-se igualmente, sem ensaio prévio e logo ali, na minha frente. Um show de coordenação e sincronia que só a natureza pode mostrar.

Fundada em 1581, Caravelas está nos roteiros que apontam as atrações do Brasil. Faz parte da chamada Costa das Baleias. De julho a setembro as imensas baleias Jubartes dão as caras por lá em busca de águas quentes para acasalar. Contam os mergulhadores e guias que é possível chegar bem perto desses monstros marinhos, há uns 20 metros de distância. “É assombroso o tamanho delas”, revelou um dos meninos que nos acompanhava no Catamarã à Abrolhos.

Entretanto, acho que pelas poucas belezas praianas, Caravelas está um pouco esquecida. Não há investimentos do governo para a preservação da cidade ou um incentivo para aumentar o turismo para lá. Aos poucos, os moradores mudam-se para cidades maiores, as casas ficam vazias e deterioradas, turistas que ficam tornam-se cada vez mais raras. É triste ver um lugar com potencial, com gente boa saudosista e com tantas coisas tão brasileiras, fadado ao esquecimento. Uma pena!

Ah, resolvemos a questão dos restaurantes e das praias viajando pelas redondezas da cidade. Fomos à Alcobaça, Mucuri, Prado e Cumuruxatiba. Merecem destaque as duas últimas, pelas atividades e pela beleza natural, mas isso é fica para o próximo post!

Dicas:

  • Não pegue a estrada de “chão” para chegar a Caravelas, siga mais à frente pela BR-101.
  • Os únicos bancos da cidade são o Bradesco, que funciona da agência dos correios e o Banco do Brasil – caso precise, há bancos nas cidades próximas.
  • Se o carro quebrar, tem um ótimo mecânico no posto de gasolina.
  • Não se desespere com a demora no atendimento, lá tudo é mais devagar. Passe protetor solar, o sol é bem forte! Aproveite!
  • Quer Saber Mais? Férias no Brasil – Caravelas

Escrito por Flavia Kawazoe

Publicado por: Divina Viagem | Janeiro 30, 2009

Divina Viagem: para vocês!

Viajar é tão bom! Conhecer lugares e pessoas diferentes, abrir a mente e o coração para o desconhecido, conectar-se com um novo mundo, onde existem infinitas experiências incomuns ao dia-a-dia. A viagem é uma quebra do tempo, um desvio da rotina. E vai mais além, ela nos coloca de frente com o nosso interior. Por dias, olhamos para um espelho imaginário e, assim, entendemos, aceitamos e mudamos conceitos que julgávamos já firmes e imutáveis.

Uma viagem é um dos melhores investimentos do mundo. Nada ou ninguém pode tirar de você aquilo que foi vivido, mesmo que por um final de semana. Nenhum ladrão pode levar a magia de um pôr-do-sol, o gosto de um tempero especial, o cheiro de um perfume diferente. É algo pessoal e totalmente intransferível.

Gastar com viagens é uma forma de acelerar a formação pessoal. Aprende-se mais viajando do que em cadeiras de universidade ou cursos profissionalizantes. Mas para que a lição torne-se real, é preciso “fazer o que eles fazem”, “comer onde eles comem” e “andar por onde eles andam” e não apenas passar pelos principais pontos turísticos de cada lugar. É preciso sair dos confortáveis ônibus de excursão e encarar a realidade do país que se visita.

O blog “Divina Viagem” foi feito para diminuir o caminho entre ser um visitante superficial, e o viajante que busca “viver como eles vivem”. Aqui, o espaço é aberto a você que deseja aprender ou contar coisas que só os habitantes locais sabem – as melhores comidas, as melhores lojas, as melhores festas. Seja bem-vindo para mandar dicas imperdíveis daqueles lugares que você conhece como a “palma da mão”. E volte sempre para ler sobre os lugares que você vai ou deseja ir. Viaje!

Sobre o Divina Viagem

O “Divina Viagem” é fruto da imaginação das jornalistas Tati Isler e Flavia Kawazoe. Depois anos de experiência com turismo,  elas perceberam a necessidade de um espaço diferente que trouxesse mais do que apenas informações turísticas locais. Na realidade, a intenção é criar um espaço em que amigos possam compartilhar dicas bacanas de lugares que nem sempre estão nas revistas e jornais de turismo.

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